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Saiba como comprar um imóvel

  • Na planta:


Vantagens
- Financiamento de até 100% do valor
- Valoriza de 18% a 20% até a entrega das chaves
- Terraço maior, suítes e mais vagas na garagem, área de lazer, infraestrutura elétrica, hidráulica e gás encanado
- Projeto personalizado
- Menos gasto com manutenção

Desvantagens
- Espera até 3 anos
- Risco de atrasar entrega
- Custo maior do que um usado
- Gasto com acabamento chega a 20% do total
- Ao ficar pronto, pode ser diferente da planta

Dicas
- Descubra o CNPJ da empresa e cheque sua conduta no

- Pesquise sobre o assunto na
CARTILHA IMÓVEIS NA PLANTA  PROCON
ou
- Acompanhe a construção

  • Novo: 


Vantagens
- Como está pronto, comprador sabe o que vai adquirir
- Financiamento de até 100% do valor
- Terraço maior, suítes e mais vagas na garagem, área de lazer, infraestrutura elétrica, hidráulica e gás encanado
- Menos gasto com manutenção

Desvantangens
- Perda de desconto de até 20% do valor do imóvel quando comprado na planta
- Custo maior do que um usado
- Sem opção de escolha de acabamentos
- Possível necessidade de pequenas reformas

Dica
- Pesquise sobre o assunto no PROCON 

  • Usado

Vantagens
- Financiamento de até 80% do valor
- Melhor preço em bairros melhores
- Imóvel antigo é maior que novo
- Reforma pode valorizar imóvel
- Comprador sabe o que vai adquirir

Desvantagens
- Gastos com reforma e manutenção
- Taxa de condomínio mais alta
- Projeto arquitetônico desatualizado
- Sem projeto de economia de água e luz
- Sem gás encanado em alguns casos
- Áreas de lazer pequenas ou inexistentes

Dica
- Pesquise o assunto na
CARTILHA IMÓVEIS USADOS do Procon

  • Pagamento à vista

Vantagens
- Não paga juros de financiamento
- FGTS pode ser usado

Desvantagem
- É preciso poupar a renda familiar e fazer planejamento de longo prazo

Dica
- Ao pagar à vista, negocie o desconto no valor do imóvel na hora da compra


  • Financiamento

Com a Construtora
- Na construção, cliente pode pagar parcelas mensais com correção monetária, de acordo com o INCC ou o CUB.
- Valor é descontado do saldo devedor na data da entrega das chaves
- É necessário quitar à vista ou financiar o saldo devedor com um banco. Pesquise juros no
BANCO CENTRAL 

Com o banco
Imóveis até R$ 500 mil
- Juros anuais + TR, regulados pelo governo
- Pesquise juros no
BANCO CENTRAL 

Imóveis acima de R$ 500 mil
- Juros regulados pelo mercado
- Pesquise juros no
BANCO CENTRAL 

Dicas
- Compare os juros entre os bancos.
- Clientes têm descontos de acordo com o relacionamento com a instituição.


Simule o financiamento
Faça a simulação nos principais bancos financiadores para a casa própria no país
BANCO DO BRASIL 
BRADESCO 
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 
HSBC 
ITAÚ 
SANTANDER 

  • Consórcio Imobiliário

Vantagens
- Indicado para quem tem perfil poupador
- Tempo menor do que financiamento
- Sorteio ou lance apressam acesso

Desvantagens
-  Paga taxa de administração e fundo de reserva
- Tem de poupar para dar lance

Dica
- A administradora do consórcio tem de ser regulada pelo 
BANCO CENTRAL http://www.bcb.gov.br/?consorcio
- A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio oferece serviço de consulta ao consumidor sobre consórcios na internet ou pelo telefone (11) 3231-5022

  • Fundo Imobiliário

Entenda
- Investe em prédios residencias e comerciais
- É de alto risco, como Bolsa
- Retorno se dá pelos resultados do fundo: aluguel de inquilinos ou venda das cotas
- Valor mínimo da cota depende do fundo
- Investimento de longo prazo
- Deve ter registro na CVM
- É negociado em Bolsa

Dicas
- Estude e consulte especialistas
- Diversifique e não fique só com um fundo
- Comece aos poucos
- Pesquise o registro do fundo na CVM 
- Sabia mais na BOVESPA 


  • SAC ou Tabela Price

Sistema de Amortização Constante (SAC)
- Melhor opção para quem pode gastar mais no início do financiamento
- Valor inicial das parcelas é maior, mas cai depois
- Parcelas corrigidas por juros anuais + TR
- Não gera saldo devedor ao final do pagamento do crédito imobiliário

Tabela Price
- Boa para quem precisa pagar menos no início do financiamento
- No começo, as parcelas são formadas, na maior parte, pelos juros
- A dívida só é amortizada após o período inicial, em média seis anos
- Precisa que a economia permaneça estável
- No passado, com inflação alta, gerou saldo devedor

Dicas
- Escolha o modelo que é melhor para a realidade da família
- Prazos são de até 35 anos.
- Quanto mais prazo, mais juros são pagos
- Reserve ao menos 20% do valor para dar entrada

  • Minha Casa Minha Vida

O que é?
- Programa de governo para baixa renda:
 Faixa 1 - renda familiar até R$ 1.600
 Faixa 2 - renda familiar até R$ 3.275
 Faixa 3 - renda familiar até R$ 5.000

Faixa 1 - renda familiar até R$ 1.600
Subsídio de até 95% de imóvel até R$ 76 mil (pode variar por Estado)
Faixas 2 e 3
Valor de até R$ 190 mil em grandes cidades como São Paulo, Rio e Brasília (varia conforme a região)

Dicas
- Em capitais, regiões metropolitanas ou cidades a partir de 50 mil habitantes, inscrições na prefeitura local, em movimentos sociais habilitados pelo Ministério das Cidades ou agências de Caixa e Banco do Brasil
- O programa tem cotas para idosos e deficientes
- Saiba mais na CAIXA 
 e no 
BANCO DO BRASIL 

Fonte: Economia UOL


Como comprar um imóvel sem ter dinheiro guardado?

Especialista indica a melhor maneira de adquirir a casa própria para quem não tem reservas financeiras

Dúvida da internauta: Eu e meu noivo temos 29 anos, pagamos aluguel e não temos nenhum dinheiro guardado. Pensamos em comprar um apartamento de 300 mil reais na planta, que será entregue após três anos. Durante esse tempo, pagaríamos 1.500 reais por mês para a construtora e, na entrega do apartamento, financiaríamos o valor restante. Outra opção é, durante três anos, depositar 1.500 reais por mês na poupança para dar como entrada em um financiamento. Qual é a melhor forma de adquirir o imóvel?

Resposta de Marcelo Prata*

Ambas as opções podem ser uma boa alternativa para a compra do imóvel, mas existem questões a serem consideradas em cada uma delas.

Ao comprar o imóvel na planta, durante os 36 meses de obras, vocês pagariam algo em torno de 20% do valor total da unidade. Restaria, portanto, cerca de 240 mil reais para ser quitado na entrega da obra.

O problema é que esse saldo devedor será corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M). Levando em conta o índice dos últimos 12 meses, esse saldo pode atingir 285 mil reais em três anos.

Para financiar esse valor vocês ainda precisarão comprovar uma renda de 10 mil reais. O valor da primeira prestação, caso o financiamento seja pago durante 30 anos, será de cerca de 3 mil reais.

Já a opção de aplicar mensalmente a quantia permite que vocês possam se organizar melhor sem assumirem um compromisso financeiro antes do casamento. Ao guardar 1,5 mil reais por mês, após três anos vocês terão cerca de 60 mil reais. Esse valor poderia ser utilizado para dar como entrada no financiamento de um imóvel, dependendo da renda de vocês.

Se vocês forem disciplinados para realizar o depósito todo mês, é melhor depositar o dinheiro em uma aplicação financeira (veja qual seria o melhor investimento de renda fixa hoje). Caso não tenham disciplina para poupar, contratar um consórcio pode ser a melhor opção.

No consórcio (veja quais são as vantagens e desvantagens da modalidade de crédito), um grupo de pessoas paga parcelas mensais para ratear o valor do imóvel. Com o dinheiro de cada membro do grupo, é possível ser contemplado com uma carta de crédito a qualquer momento e, dessa forma, obter os recursos necessários para a compra do bem.

Ao contratar essa modalidade de crédito, vocês são obrigados a realizar os pagamentos mensalmente. Se não forem sorteados durante os próximos três anos, poderão utilizar recursos adicionais, como o saldo que eventualmente tenham no FGTS, por exemplo, para realizar um lance e obter a carta de crédito antes do prazo final do contrato. Além disso, os pagamentos são corrigidos ao longo do tempo, o que mantém o poder de compra de vocês até o momento em que forem contemplados com a carta de crédito.

*Marcelo Prata é fundador do site de comparação de financiamento imobiliário, Canal do Crédito.

Fonte: Revista Exame



Pensando em comprar seu primeiro imóvel?


O imóvel deve atender suas necessidades de médio prazo; se tiver que financiar mais que 70% do valor da propriedade, o melhor é esperar um pouco mais

A compra do primeiro imóvel é certamente a tarefa mais difícil na vida financeira de uma pessoa. Desde criança escutamos que pagar aluguel é jogar dinheiro fora e que devemos ter, entre nossos objetivos, a compra da casa própria, saindo assim da condição de inquilinos.

Isso nem sempre é verdade. Em alguns momentos efetivamente o melhor é alugar, ainda que temporariamente, até se poder comprar ou financiar o imóvel sob condições mais favoráveis. Este é o caso, por exemplo, das pessoas que não contam com o suficiente para arcar com pelo menos 30% do valor do imóvel, ou pessoas que ainda não têm uma necessidade definida.

Estabeleça metas, e tenha calma
Lembre-se que, mesmo que as condições do financiamento sejam bastante boas, quanto menor a parcela financiada, menor será seu gasto com juros. Esta é uma consideração importante, sobretudo para quem ainda é jovem e não tem uma família definida.

Nestes casos, vale mais a pena esperar um pouco e financiar um imóvel de dois dormitórios, que já atenda às suas necessidades futuras, do que financiar agora uma parcela maior de um imóvel de apenas um quarto. Portanto, o primeiro passo na direção da compra da casa própria é definir exatamente o que você quer. Não agora, que decidiu sair da casa dos seus pais, mas sim no médio prazo.

Caso esteja seguro que o momento de comprar a sua casa ou apartamento chegou, então seguem abaixo alguns conselhos para a realização de um bom negócio.

Localização é o começo da tarefa
Escolher um local para morar é o ponto de partida para a procura de um imóvel. A região escolhida deve atender às suas necessidades e, eventualmente, as da sua família. Para quem mora nos grandes centros urbanos é preciso analisar com muito cuidado o acesso ao trabalho, tanto em termos de alternativas de transportes disponíveis, como em termos de tempo exigido.

Verifique a oferta de comércio e serviços, como supermercados, farmácias e bancos, nas proximidades, de forma que você possa ir caminhando. Algumas localidades são excelentes em termos de lazer, pois estão próximas de parques e shoppings, mas é preciso usar o carro para chegar aos demais lugares. Não pense só em quem dirige, um dia você pode ter empregados domésticos, ou filhos, que não contarão com esta comodidade.

Dê preferência a uma região já estabilizada para não ter surpresas posteriores. Algumas áreas estão em transição e empresários aproveitam para instalar bares e casas noturnas. Durante a noite, estas áreas costumam atrair muitos jovens e as ruas ficam lotadas de carros.

Mesmo que hoje você adore uma balada, isso pode não ser verdade daqui a alguns anos, isso sem falar que nem todo mundo está disposto a dormir tarde ao som de buzinas, o que pode dificultar a venda da propriedade no futuro. Assim, uma dica é tomar cuidado com localidades que prometem um rápido desenvolvimento.

Imóvel na planta ou usado?
O principal risco de comprar um imóvel na planta é a quebra da construtora. Ninguém quer ver as economias de anos de trabalho irem por água baixo. Deste modo, a recomendação é procurar empresas com tradição no mercado e solidez, e livres de reclamações no Procon.

Muita gente foge de imóveis usados, acreditando que eles podem apresentar problemas ao longo do tempo. Isso em parte é verdade. Todo imóvel requer manutenção, como pintura, reforma de banheiros e cozinha. Mas lembre-se que os imóveis usados são ligeiramente mais baratos que os novos, e com a diferença de preço é possível reformá-lo e deixá-lo com a sua cara. Certamente você não vai querer comprar um apartamento novinho para quebrá-lo, certo?

No caso de apartamentos em prédios mais antigos, as chances de aparecerem gastos para reformas do condomínio são grandes. Um elevador que precisa ser reformado, infiltrações na garagem, redecoração do hall de entrada e mudanças no paisagismo. São gastos extras que, por outro lado, valorizam o seu apartamento. Antes de fechar negócio converse com o síndico ou administradora para analisar a situação financeira do condomínio. Muitos prédios são mal administrados e desta forma o valor do condomínio é bastante alto.

Contratar um advogado é sempre bom
Qualquer que seja a sua intenção em termos do imóvel que pretende comprar, uma coisa é certa: sempre vale a pena envolver um advogado. Tenha total confiança neste profissional, que deverá ajudá-lo na leitura de toda a documentação referente à compra, identificando possíveis áreas de problema.

No caso de imóveis usados que estejam ocupados, sobretudo os com inquilinos, todo cuidado é pouco. Exija que a escritura já tenha sido passada para seu nome se ele disser que pretende sair em um mês, por exemplo.

Não confie em ninguém, por mais amistoso que o vendedor possa parecer. No mundo dos negócios não existe amizade e nem promessas. Existem casos de famílias que compram à vista uma casa, mas são obrigadas a esperar seis meses até poderem mudar.

Financiamento ou consórcio?
Em geral, a compra do primeiro imóvel envolve algum tipo de financiamento, pois ainda são poucas as pessoas que conseguem comprar o imóvel à vista sem algum tipo de ajuda. Assim, o primeiro passo a ser tomado é identificar que tipo de imóvel você precisa e o quanto custaria uma propriedade com este perfil.

Feito isso é preciso decidir como pretende alcançar este objetivo. Existem várias formas distintas de se comprar um imóvel, mas as mais conhecidas são o financiamento e o consórcio. A escolha vai depender do fato de você querer ou não esperar um pouco mais de tempo para finalmente receber as chaves do seu imóvel.

Isso porque, no consórcio, o dinheiro para a compra da casa só é concedido quando você é sorteado, ou quando efetua um lance, o que pode não acontecer imediatamente, sobretudo, se não contar com recursos extras para o lance. Assim, mesmo que a chance seja pequena, você corre o risco de só realizar seu sonho no final do grupo de consórcio, o que pode demorar mais de 10 anos. Em contrapartida, no financiamento os recursos são liberados imediatamente, mas a quitação da dívida pode demorar até 15 anos.

Gastos não acabam com a compra
Em ambos os casos, é preciso estar preparado para comprometer uma parcela significativa do seu orçamento com o pagamento de prestações. Portanto, uma alternativa seria continuar alugando por mais algum tempo, ou procurar um imóvel de menor valor, mas que seja bem localizado, o que reduziria o valor financiado.

Não se esqueça que os gastos não acabam na compra. Além das taxas e impostos associados com o processo de aquisição do imóvel, é preciso levar em consideração os gastos mensais com manutenção, seguro, IPTU, condomínio, etc. Ainda que, ao concederem empréstimos, os bancos façam uma análise de comprometimento da renda, cabe a você fazer as suas próprias contas e verificar suas possibilidades.

Coloque na ponta do lápis todos os seus gastos. Caso mais do que metade do seu orçamento esteja comprometida com prestações de financiamentos, reveja suas prioridades. O mesmo vale para os gastos totais com o imóvel - que incluem a prestação, e os demais gastos - e que não devem superar 35-40% do seu orçamento mensal. Quando isso acontece é sinal de que a sua casa não cabe no seu bolso e que pode ser melhor esperar um pouco mais para evitar apuros financeiros.







Para quem não tem pressa, imóvel na planta pode ser uma boa opção


Diferença de preço entre este tipo de imóvel e os já prontos pode chegar a 30%. Tudo vai depender dos termos negociados

Enfim, você irá realizar a compra da sua casa própria, mas aí surge uma dúvida muito comum: devo adquirir um imóvel pronto ou na planta?

Se você tem pressa em mudar, a primeira opção é a melhor. Agora, para aqueles que podem programar a compra com mais calma, os imóveis ainda em construção apresentam vantagens interessantes.

Preços podem apresentar variação

Segundo estimativa do Sindicato da Habitação, o preço dos imóveis na planta pode ficar de 20% a 30% mais barato quando comparado aos imóveis já prontos. Esse abatimento, no entanto, geralmente é concedido de 6 a 12 meses após o empreendimento ser lançado.

De acordo com o Secovi esta variação no preço tem explicação: quem compra um imóvel na planta começa a pagar prestações corrigidas pela variação do Índice Nacional de Construção Civil (INCC), que geralmente é mais baixo que o índice de inflação cheio.

Quanto mais atenção, melhor

Ao escolher um imóvel é preciso lembrar que quanto mais alto o andar escolhido, maior é o seu valor. A localização do apartamento dentro do condomínio (se de frente ou de fundo) também influencia no seu preço. Estes pontos podem parecer banais em um primeiro momento, mas farão a diferença se você decidir vender o imóvel no futuro.

Mesmo que o tamanho das unidades seja o mesmo, preste atenção à planta do imóvel que você está pensando em comprar, pois esta costuma ser diferenciada dependendo da construção.

No que se refere aos cuidados que deverá ter, preste atenção também quanto à descrição dos serviços prestados e dos materiais utilizados na construção do imóvel para não ter surpresas no futuro e pagar por aquilo que não foi realizado.

Para ter a certeza de que está fazendo um bom negócio, recomenda-se visitar outras obras da construtora, e procure se certificar junto às associações e sindicatos se ela está devidamente registrada.





Na compra de imóvel usado, não se esqueça da reforma

Orçamento da obra permite que se tenha uma ideia mais clara do custo total do investimento, permitindo decisão mais precisa sobre sua viabilidade

Nos grandes centros urbanos, um número maior de pessoas pretende realizar o sonho da casa própria através da compra de um imóvel usado. A decisão reflete o fato de que não só o custo do m2 do imóvel novo é muito mais caro do que o do imóvel usado, como também "faltam m2" para comportar você e a sua família.


Menores e mais caros, os apartamentos novos estão cada vez mais longe da realidade de boa parte dos brasileiros. Mas a decisão de comprar um imóvel usado também exige cuidados por parte do comprador que, caso não planeje direito os custos da reforma, pode acabar fazendo um mau negócio.


Seu bairro comporta a reforma?
Por mais que as possibilidades de melhoria do imóvel sejam enormes, é preciso manter os pés no chão sobre o que efetivamente vale a pena ser feito. Assim, o primeiro passo para quem compra um imóvel usado é determinar qual seria o preço de venda de um imóvel equivalente, mas em melhores condições de manutenção e acabamento, na mesma região.

Se você não conseguir encontrar nenhum imóvel com este perfil na região, é importante fazer uma reflexão sobre a validade, ou não, de se investir em uma reforma. Analise com cuidado as perspectivas para a região em que se encontra o imóvel. Se elas forem boas, então é provável que a ausência de imóveis com o perfil que você determinou seja uma questão temporária.

Há cerca de 15 anos quase não havia apartamentos de alto padrão na região. Porém, com a abertura da Av. Berrini e a canalização da Av. Água Espraiada, a região começou a crescer e, aos poucos, as pequenas casinhas começaram a dar espaço para novos imóveis, muitas vezes construídos no espaço onde antes estavam duas casas.

Neste tipo de situação, investir na reforma de um imóvel vale a pena, pois as perspectivas para a região são claramente favoráveis. Caso contrário, existe o risco de você acabar construindo um palácio em uma região que não comporta este tipo de imóvel, o que pode dificultar a sua venda futura.

Idade do imóvel pode fazer diferença
Outro aspecto a ser levado em consideração na hora de decidir se vale ou não a pena investir na reforma do seu imóvel usado é a idade do mesmo, sobretudo, quando se trata de apartamento.

Especialistas do setor imobiliário estimam que, enquanto os apartamentos de luxo perdem em média 2,5% de valor por ano devido à depreciação, nas casas esta taxa é menor (1,5%). Daí o fato da idade da propriedade ser mais relevante no caso dos apartamentos do que para as casas.

Em geral, apartamentos com até dez anos de idade são os melhores para possíveis reformas, pois não necessitam de grandes reformulações e, em geral, contam com uma boa vida útil. Já os mais antigos podem exigir reformas estruturais mais profundas, isso sem falar nas possíveis limitações do prédio, que não têm como serem resolvidas.

Vamos imaginar, por exemplo, um apartamento de mais de 15 anos de idade. Ainda que seja possível reformar a unidade, existem algumas características das áreas comuns que não têm como serem alteradas. Para contar com espaços mais amplos no andar, muitas vezes é preciso abrir mão de uma área de lazer mais completa, por exemplo. E, dependendo do público-alvo da região, isso pode fazer muita diferença.

Nas casas a situação é mais simples. Em primeiro lugar, porque não existem áreas compartilhadas, para as quais é preciso decidir sobre manutenção, como acontece nos condomínios. Outro ponto é que, mesmo que a propriedade seja antiga, o preço do imóvel inclui o valor do terreno. Neste caso, é bastante provável que o imóvel tenha perdido valor, mas que o valor do terreno tenha subido. Sendo assim, as reformas, mesmo as mais amplas, podem valer a pena.

Imóvel ainda é financeiramente atrativo?
Parece óbvio que, ao se decidir pela reforma de um imóvel, você precise planejar os gastos que esta empreitada irá acarretar. Mas, não basta estar seguro de quanto irá gastar na obra, e de que tem condições de arcar com estes pagamentos.

É preciso colocar estes gastos em perspectiva. Em outras palavras, é preciso estimar qual será o custo total do investimento que você pretende fazer com a compra do imóvel. Afinal, é com base nesta informação que você saberá o quanto efetivamente ganhou ao investir na compra da propriedade.

Antes de fechar o negócio, esteja seguro de que o custo final do imóvel é inferior ao preço de mercado dos imóveis da região. Por exemplo: se o imóvel sem a reforma custa R$ 70 mil, e você pretende gastar R$ 30 mil na reforma, então só deve seguir em frente com o negócio se estiver seguro que poderia vendê-lo, depois de reformado, por pelo menos R$ 100 mil.

Na verdade, deve-se garantir uma margem de pelo menos 10%, pois caso venha a vender o imóvel reformado, é preciso cobrir os gastos com taxas e impostos derivados da transação, que acabam reduzindo os seus ganhos.




Como escolher seu Imóvel


Escolher um local para morar é o ponto de partida para a procura de um imóvel. A região escolhida deve atender as suas necessidades e as da sua família. Analise o tempo que vai demorar para chegar ao trabalho, se existem serviços como supermercados e padarias, aonde é possível ir caminhando. Fique atento aos meios de transporte público que serão utilizados por você, seus filhos e/ou por empregados da casa. Algumas localidades são excelentes, com parques, shopping centers, colégios e clubes, porém é necessário usar o carro para chegar a qualquer um desses lugares. Não pense só em quem dirige!

Dê preferência a uma região já estabilizada para não ter surpresas posteriores. Algumas áreas estão em transição e empresários aproveitam para instalar bares e casas noturnas, que são bastante indesejadas pelos moradores. Durante a noite, essas áreas costumam atrair muitos jovens e as ruas ficam lotadas de automóveis. Lembre-se que eventualmente amigos que forem visitá-lo encontrarão dificuldades para achar uma vaga.

Além disso, pesquise para ver se obras pesadas irão ocorrer nas redondezas. Muita gente comprou imóveis em regiões tranquilas, mas que de repente se tornaram caóticas em função da construção de novas avenidas, pontes, túneis, shopping centers. Assim, tome cuidado com localidades que prometem um rápido desenvolvimento.

Imóvel usado Imóvel na planta Custos devem caber no seu bolso

Dicas de como escolher

Antes de iniciar a busca pelo seu imóvel vale a pena conferir as dicas abaixo:

Visite o imóvel mais de uma vez, em vários horários e dias, para ter uma ideia de como é a região. Converse com outros moradores do bairro, ou do prédio, para uma opinião sobre a localização e estado de conservação da propriedade;
Convide um engenheiro ou arquiteto amigo para avaliar o estado de conservação do imóvel e do prédio, no caso de apartamentos, muitas vezes ao materiais usados na construção não são bons e, apesar de novo, o imóvel vai acabar exigindo muita manutenção;
Pesquise na Prefeitura para checar se estão previstas mudanças na lei de zoneamento que possam afetar o imóvel;
Se a intenção é viver de aluguel, tente estime o valor do aluguel com base no aluguel de outros imóveis da região, infra-estrutura de transporte e serviços na região, vagas de garagem, no caso de edifícios, a existência de gerador ou ar-condicionado central, custos de manutenção, como IPTU e condomínio.
Imóvel usado pode ser uma opção mais barata
Muita gente foge de imóveis usados, acreditando que eles podem apresentar problemas ao longo do tempo. Isso em parte é verdade. Todo imóvel requer manutenção, como pintura, reformas de banheiros e cozinha. Mas lembre-se que os imóveis usados são ligeiramente mais baratos que os novos, e com a diferença de preço é possível reformá-lo e deixá-lo com a sua cara. Certamente você não vai querer comprar um apartamento novinho para quebrá-lo para deixa-lo de acordo com seus gostos.

No caso de apartamentos em prédios mais antigos, as chances de aparecerem gastos para reformas do condomínio são grandes. Um elevador que precisa ser reformado, infiltrações na garagem, re-decoração do hall de entrada e mudanças no paisagismo são gastos extras, que por outro lado, valorizam o seu apartamento. Antes de fechar negócio converse com o síndico ou administradora para analisar a situação financeira do condomínio. Muitos prédios são mal administrados e, dessa forma, podem ter furos de caixa ou valores de condomínio muito altos.

Com relação aos imóveis ocupados, todo cuidado é pouco. Se quem estiver ocupando o imóvel for o proprietário, a situação é menos problemática. Uma dica para fazer com que ele não demore para sair do imóvel é deixar de pagar uma parcela do saldo, mas exija que a escritura já tenha sido passada para seu nome se ele disser que pretende sair em um mês, por exemplo. Não confie em ninguém, por mais amistoso que o vendedor possa parecer. No mundo dos negócios não existe amizade e nem promessas. Existem casos de famílias que compraram à vista uma casa, mas esperaram seis meses para poder mudar.

Imóvel na planta pode ser arriscado

O principal risco de comprar um imóvel na planta é a quebra da construtora. Ninguém quer ver as economias de anos de trabalho irem por água baixo. Desse modo, a recomendação é procurar empresas com tradição no mercado e solidez, e livres de reclamações no Procon. Outro perigo é o preço da obra variar muito durante a construção. Isso é mais comum com as obras "a preço de custo" do que aquelas "por empreitada". A melhor dica, que vale para qualquer negócio, é a contratação de um bom advogado. Tenha total confiança nesse profissional, já que você estará entregando seu futuro em suas mãos.

Custos devem caber no seu bolso

A maioria das pessoas não possui um saldo bancário suficiente para comprar uma casa à vista, e dessa forma são obrigadas a financiar boa parte do valor do imóvel. Neste sentido, a recomendação é que você nunca comprometa mais de 25% de seu orçamento com as prestações do financiamento. Se a sua família já está definida e você decidiu comprar um apartamento que atenda a suas necessidades nos próximos 10 anos, o próximo passo é definir um valor que caiba dentro do seu orçamento.

Antes de sair à procura de um imóvel, é preciso primeiro estipular um intervalo de valores compatíveis com seu bolso. Após ter decidido sobre um valor, será necessário saber quanto você poderá dar de entrada para o financiamento bancário. Se as prestações ultrapassarem os 25% de sua renda familiar, você terá duas opções: comprar um imóvel mais barato ou esperar algum tempo até que a parcela da entrada seja maior.

Muitas vezes ficamos deslumbrados ao pesquisar imóveis junto com corretores, que sempre oferecem oportunidades acima de nosso orçamento. Algumas delas ultrapassam apenas 20% ou 30% de valor estipulado e acreditamos que essa diferença não trará um grande impacto para nossas finanças. Mas trará. Acabaremos aumentando o valor financiado e "engessando" nossa flexibilidade financeira. Lembre-se que a casa própria não é a única prioridade na vida de uma família. Seus filhos chegarão à época da faculdade e nesse momento você deverá ter economizado o suficiente para bancá-los, por exemplo.